(( O “Q” de qualidade ))


No universo cibernético e na mídia em geral rede Globo, SBT e Record sempre são os maiores holofotes, dentre os destaques a disputa acirrada pela audiência, pelos profissionais e poucas vezes pelo conteúdo do produto.

A rede Record no projeto glorioso rumo ao primeiro lugar, estabeleceu metas de diversas atrações. Dentre elas o matutino diário “Hoje Dia”. Nos primeiros tempos de trabalho a atração contava com reportagens inéditas, assuntos trabalhados com maestria, era a informação em primeiro lugar. A revista eletrônica optava pela qualidade do conteúdo, chegou a ser noutros tempos, um produto diferenciado, para os telespectadores mais amadurecidos das manhãs. Pouco tempo depois a atração ganhou reprises dos principais telejornais da emissora. Os temas embutidos com riqueza nas atrações foram substituídos por brincadeiras pensantes por telefone. Como exemplo: o que tem no baú de Cris Flores? O resultado desastroso culminou na queda da audiência, a atração patina em 05 pontos de audiência. A jornalista Mariana Leão somou-se ao grupo, mas direto do Rio de Janeiro, numa tentativa de ressuscitar e melhorar a performace da região na atração. Atualmente, o que resta de qualidade na atração, é a interatividade do jornalista Britto Junior com Luciana Liveiro, também jornalista no momento da informação.

Na rede Globo, o “Mais Você” apresentado por Ana Maria Braga sofreu com a chegada da revista eletrônica matinal da Record. A emissora recorreu a divulgação da atração pelos programas da casa, o negocio estava tão sério, que teve inserções dentro da novela das 19 horas. O todo poderoso e entendido das organizações Globo, José Bonifácio Sobrinho, o Boni, elaborou a estratégia de ataque. No início, com os holofotes do reality Big Brother Brasil, a atração da loira ganhou um leve impulso, mas quando o programa acabou tudo voltou ao normal. O executivo Boninho introduziu então na atração realitys, e o que é estranho, em suas entrevistas o chefe diz abominar tais produções, pois em nada contribuem para a formação cultural.

O vespertino das emissoras não está grandes coisas, o “Programa da Tarde”, ancorado pela jornalista Maria Cândida chegou há televisão com argumentos de fazer o diferencial. A atração contava com uma equipe de jornalista, que produziam reportagens inéditas. Porém, os bispos esqueceram que os produtos televisivos precisam de números no ibope. Para darem gás ao produto escalaram o francês Olivier Anquier, que já fazia parte da equipe, para dividir palco com Maria Cândida, não poderia ter havido desastre maior. A loira não tinha entrosamento com o colega, e ele na sua mistura de francês aportuguesado, não se fazia entender. Para culminar as atrações da casa, anterior e posterior a revista eletrônica da tarde, em nada impulsionava no ibope, de modo que o investimento estava sendo vão. Assim, a equipe de profissionais foi destituída. Em seu lugar reprises de matérias jornalistas da emissora, com o passar do tempo, de atrações da casa, e estacionando nas pegadinhas, o que acabou por revelar o lado falso da jornalista.

A emissora dos imprevistos e dos maiores holofotes, causa temor nas demais. O SBT está equiparando sua revista eletrônica semanal com nomes bem conhecidos do público. A apresentadora Claudete Troino, o jornalista e correspondente internacional da Record, nos EUA, Celso Zucatelli, a modelo Helen Jabour e um chef de cozinha ainda em segredo. Por trás das câmeras a emissora conta nomes da Record, como o do diretor-assistente Ocimar Castro, que passará a ganhar um salário exorbitante no valor de 40 mil reais. A executiva Carla Brandão ganhará no SBT 15 mil reais. Ambos os profissionais integravam a revista do “Hoje em Dia”, e ainda foram trazidos para o CDT, pelo próprio Sílvio. Ele visitou a sede da Record, na Barra Funda e conversou com os profissionais, dentro da própria emissora. O empresário ainda está de olho em dois jornalistas e dois produtores de externas da emissora.

Sílvio fez questão de desfalcar a concorrente com profissionais de peso, depois que o bispo Honorilton Gonçalves, em uma festividade, em São Paulo, fez críticas ao SBT, que Sílvio não gostou. A revista eletrônica feminina do SBT, não tem data e nem horário de estréa. Cogita-se o matutino ou vespertino. Em ambas as opções a Record vai amargar e muito com a estrutura, que tem promessas pelo SBT. O maior problema que a tal revista enfrentaria, e a de estar sob os cuidados pessoais de Sílvio. O último programa cujas rédeas ficaram sob seu domínio, o Charme, apresentava somente jogos por telefone, tinha audiência e troca de horário desastrosa, e acabou levando a apresentadora telefonista apara a geladeira.

Em virtude dos argumentos analisados, não vejo escolha de produtos, como muitos críticos afirmam ter, quando se há concorrência. A única concorrência que se percebe, é dos profissionais, que estão a ganhar salários acima do valor do mercado, enquanto que nós o público ficamos com as migalhas empobrecidas e as reprises eternas.

Por: Aldieres Welington

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