A Favorita do horário nobre
As aparências enganam. Isso ficou mais do que provado há duas semanas, quando foi revelado ao público, em A Favorita, que Flora (Patrícia Pillar) é mesmo a assassina de Marcelo Fontini (Flávio Tollezani). Foi uma verdadeira jogada de mestre de João Emanuel Carneiro, e que fará de A Favorita uma das melhores novelas desta década.
É importante destacar também as excelentes atuações de Cláudia Raia, que vive a Donatela, e Patrícia Pillar. Ambas estão perfeitas, desde o início da trama. E Flora tem tudo para se tornar uma das maiores vilãs da dramaturgia, já que matou Salvatore (Walmor Chagas) na frente da inimiga e vai eliminar a jornalista Maíra (Juliana Paes).
A estréia de Patrícia Pillar em novelas da Globo foi em 1986, em Sinhá Moça. Desde então, jamais a atriz havia interpretado uma vilã. Com sua carinha de anjo, e ao mesmo tempo sofrida pelos anos da prisão, fez com que a maior parte do público estivesse ao lado dela. Com a revelação de que é a assassina, muitos se decepcionaram - eu inclusive - mas depois, vi que tudo é muito coerente, devido a frieza da personagem. Já Donatela adotou uma postura arrogante, e fez tudo para prejudicar Flora, o que fez com que sofresse rejeição do público. Na verdade nem uma, nem outra são mocinhas. Mas pelo menos, Donatela não é uma assassina.
E agora, ela está comendo o pão que o diabo amassou na prisão. E tudo indica que vai armar uma vingança daquelas.E a tendência é que a novela fique ainda mais interessante. Flora na mansão dos Fontini, tentando conquistar o coração de Lara (Mariana Ximenes) por puro interesse, Donatela na prisão, com o ódio pela rival crescendo cada vez mais, o que uma vai armar contra a outra, enfim, finalmente uma novela, que apesar da audiência, vem para ser lembrada como uma das melhores dos últimos tempos. A favorita do horário nobre.
Por: David Freitas

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